quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Firmes no Senhor



Meu amado Deus,
Hoje, quarta-feira, mais uma vez tem se manifestado, assim como nos últimos dias, de forma suave, porém tão clara que chega a ser indigesto.
Tenho percebido que você tem me pedido para me converter de verdade, o que as vezes me assusta visto que eu achava até então que  vinha fazendo as coisas de forma correta, mas, pelo que venho lendo na Bíblia, principalmente no roteiro de conversão que tens me indicado, não vinha cumprindo os seus mandamentos.
A leitura de hoje, da liturgia diária me traz a continuação da carta de São Tiago, Capitulo 1, versículos 22-b até o  27, a que destaco o versículos 22 e 23:
sede praticantes da Palavra
e não meros ouvintes,
enganando-vos a vós mesmos.
23Com efeito,
aquele que ouve a Palavra e não a põe em prática
é semelhante a uma pessoa que observa o seu rosto no espelho:
24apenas se observou, vai-se embora
e logo esquece como era a sua aparência.
25Aquele, porém, que se debruça sobre a Lei da liberdade,
agora levada à perfeição,
e nela persevera,
não como um ouvinte distraído,
mas praticando o que ela ordena,esse será feliz
naquilo que faz.
26Se alguém julga ser religioso
e não refreia a sua língua,
engana-se a si mesmo: a sua religião é vã.
27Com efeito, a religião pura e sem mancha
diante de Deus Pai, é esta:
assistir os órfãos e as viúvas em suas tribulações
e não se deixar contaminar pelo mundo.

Meu amado Deus, como nos enganamos e persitimos em te louvar com a boca, e não com o coração, e não com as atitudes, pois é muito mais fácil nos fazermos externamente do que buscarmos aperfeiçoar o nosso coração.
Tenho tentado silenciar a minha mente, pois vejo as mudanças que tens me exigido, mudanças que não fáceis, que inclusive parece que nos trazem a um sentimento de desintoxicação.
Sou tão fraco que venho me alimentando da sua palavra diariamente, preciso ouvir, ver e ler a todo momento, até as vezes acho que me excedo pois não posso quebrar a minha rotina ou mesmo transparecer que talvez eu precise mais dela do que das demais coisas. Tenho que achar um ponto de equilíbrio.
E esses dias me revelasse por meio do meu filho, que tem tentado aprender a andar que eu, semelhante a ele preciso do seu apoio, constante. Ele parece que saber andar mas tem medo, e vem tentando se adaptar.
Meu amado Deus, tenho visto como as pessoas estão perdidas em si mesmas, os clientes que me chegam ao escritório e seus conflitos, como é triste perceber seus dramas e não poder mostrar a eles que tudo gira em torno da sua ausência.
As pessoas na rua, as tenho visto com compaixão, as vezes parece que ando em câmara-lenta, percebendo os detalhes, do vestir, do comportar-se, de um gesticular sem nexo.
Como esse mundo precisa de ti, e como é angustiante não poder falar de você, e me limitar a esperar oportunidades para que eu possa manifestar a minha experiência.
Hoje também na carta de Paulo aos Filipenses, em seu Capítulo 1, versículos 1 e ss., que mensagem linda, a firmeza no SENHOR, e a alegria em todas as circunstancias.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Há uma difença entre crer e achar que se crê...



Meu amado Deus, como você tem se manifestado explicitamente esses dias, e se eu não temesse acreditar que isso tudo se trata de um plano seu, eu diria que você foi me cercando esse tempo todo para chegar onde queria.
Nesses últimos 7 anos você foi me revelando por meio do Padre Léo as histórias mais marcantes até então ouvidas em uma homilia, coisas que de tão simples foram entrando no meu coração sem fazer muito sentido.
E agora depois de cheio do amor daquele homem, das palavras que não se calam nunca, das verdades que trazem todo sentido, eu sou convidado para viver na sua lei, a lei do amor.
E foi isso que você fez, quando de supetão eu me afastei do TLC, e de um coração doído você me deu amor, meu pequeno filho, que precisou me cansar, me cansar, me cansar até que eu parrasse de pensar, de julgar, de querer entender.
Há meu Deus, você é maravilhoso, como me deste uma esposa como a minha, uma filha como Luiz, uma vida de felicidades.
E agora, de repente, como se quisesse me amarrar definitivamente tu me pedes despretensioso para falar da lei do Amor, daquilo que eu verdadeiramente menos sei.
E vou eu me preparar para a palestra, na volta do TLC e tu se apresentas de verdade para mim. Nunca tinha percebido as palavras tão claras, as vezes parece ditas do meu lado, e quando menos espero estou eu tentando além de transmiti-las segui-las...que medo, e alegria, e medo...
As vezes chego a esconder meu interesse de ficar lhe escutando, temendo que Vanuza ache que eu estou endoidando, mas não estou, estou descobrindo o amor...meu amado Deus, como eu quero viver a sua palavra, foi isso mesmo que me revelastes na missa após a palestra no TLC, o salmo 119, combinado com o Evangelho, que coisa mais próxima de mim...
Meu Deus,
Senti até que tudo estava interligado, desconfiei que teria sido pensado pelo TLC, mas pelo que vi não foi, pois na segunda mesmo a leitura da liturgia do dia, de Tiago me fez perceber que tens preparado algo para mim.
Muito obrigado, e eu sempre vou te amar.
Me ajude a cumprir a sua palavra, e a transformá-la em atitudes verdadeiras.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Fé e espiritualidade



Veja, a fé conforme o nosso catecismo é “ (...) a resposta do homem a Deus que  se revela e a ele se doa (...)” Catecismo da Igreja, 26.

Sempre compreendi que Deus me amou, e mais do que isso, sempre senti  a presença de Deus em minha vida...prova disso foi a experiência do TLC que me ajudou a encontrar uma forma de viver esse amor.

A fé é a resposta ao amor de Deus, é por ela que reconhecemos a presença de Deus em nossas vidas, sem ela não compreendemos a importância dessa convivência

Pela fé temos a certeza da existência de Deus, e por ela vivemos , e por ela, pelo menos deveríamos, pautar a nossa vida.

Veja o que continua dizendo o catecismo da Igreja: “O desejo de Deus está inscrito no coração do homem, já que o homem é criado por Deus e para Deus; e Deus não cessa de atrair o homem a s, e somente em Deus o homem há de encontrar a verdade e a felicidade que não cessa de procurar.” Catecismo da Igreja, 27.

“Alegre-se o coração  dos que buscam o senhor” Sl. 105,3

“Pois nele vivemos, nos movemos e existimos”(At 17, 23-28)

Ou seja, fé é viver em Deus.

Logicamente que minha fé é muito pouco em relação ao que seria o ideal, mas somente em reconhecer que Deus me ama, e me ama profundamente eu já me sinto cheio de esperança de um dia poder viver esse amor em plenitude.

A espiritualidade para mim é a vivencia das coisas de Deus, e sem complicações, e sem mantras, e sem bobagens de blá, blá, é ser simples como Jesus foi simples, é dialogar com Deus.

 A espiritualidade é a presença do outro, do irmão nesta vivencia ...

Não existe espiritualidade para mim, para as minhas reflexões, somente para o meu crescimento.

Assim, a espiritualidade é viver a proposta do amor de Deus no mundo, ou seja, tomando cafezinho, na faculdade, com os amigos, convivendo com os irmãos.

A espiritualidade é um abastecimento em Deus e um derramamento sobre  o mundo.

A amizade...


Hoje eu gostaria de refletir sobre a amizade.

A amizade tão falada, e tão cantada por ai parece ser  algo bem diferente do que se propagam.
Não é difícil ouvir pessoas dizerem que são amigas de outras,  que têm inúmeras afinidades, que são irmãs...
Porém, basta um simples tropeço, para se falar em decepção, para se dizer que sempre houve uma desconfiança sobre o amigo,  que isso um dia iria acontecer...e por ai vai.
Mas então o que é amizade, o que faz uma amizade dar certo, e como preservar a amizade?

A bíblia, através de um de seus livros, o livro de Provérbios,  nos trás algumas indicações sobre o que seria a amizade :

                     O amigo ama em todo o tempo; e para a angústia nasce o irmão. Provérbios 17:17


 Observe o que o autor aproxima o amigo do irmão de sangue, qual a razão?  Vamos adiante...


Bom, eu me lembro que certa vez me perguntaram quem seria o meu melhor amigo. Eu fiquei um bom tempo matutando, tentando não ser grosseiro com a indicação de uma única pessoa, ou mesmo ser mentiroso com a indicação de várias pessoas...
Mas, foi ai que percebi que era difícil identificar quem era o meu melhor amigo, porque talvez eu não tivesse nenhum...
Não lembro bem o que respondi, mas com certeza não foi muito verdadeiro...
Passei um tempo refletindo, será que eu tinha problemas para fazer amigos...
E em um tempo de redes sociais,  onde as pessoas têm “tantos” amigos,  vários “seguidores”,  onde diariamente expoem suas vidas,  eu não soube identificar o meu melhor amigo...ou se realmente tenho amigos...
Sabe o interessante disso? Certos conceitos precisam ser desconstruídos para podermos erguê-los de forma verdadeira.
Quando eu penso em amizade, eu imagino algumas características comuns, como por exemplo a presença cotidiana,  a convivência diária,  a lida as coisas boas e ruins de alguém, a liberdade de sermos nós mesmos, o ensinamento,  a aprendizagem,  o carinho sem segundas intenções, a saudade, o amor, o companheirismo...a ausência de mascaras.
Ou seja... nossos primeiros amigos são os nossos familiares, e não entenda com isso que eles são melhores, ou prioritariamente a eles nós devemos devoção, mas pelo contrário, Deus nos dá uma família para aprendermos a sermos amigos uns dos outros.
É na família  que temos a liberdade de dizermos o que sentimos, e muitas vezes ficarmos com raiva,  nos emudecermos com a presença do outro,  para logo adiante percebermos o erro, e voltarmos a conviver, a nos amar, a nos querermos  bem.
É na família   que o filho pode beijar o pai, o pai pode beijar o filho, e não há segundas intenções, não há sexualismos,  há sim o exercício do amor verdadeiro.
É convivendo com nossos irmãos de sangue que percebemos como somos iguais, e ao mesmo tempo somos tão diferentes, mas mesmo assim nos amamos, e  queremos que eles nos acompanhem por muitos e muitos anos.
Queremos o bem de seus filhos como queremos dos nossos, queremos  que a nossa felicidade seja também a felicidade deles.
E depois que aprendemos essas coisas vamos conviver com o mundo, ai achamos que por não sermos filhos da mesma mãe, e do mesmo pai, o  nosso dever  com o outro  é diferente...errado, somos todos filhos do mesmo pai.
São Francisco falava que para “suportamos” o irmão devemos ver nele o filho gerado de nosso ventre, devemos viver a paternidade, ou a maternidade do amor divino...ou seja, queres viver o céu da amizade seja pai  e mãe  dos seus amigos...
Geralmente quando pensamos em amigos imaginamos alguém  capaz de nos compreender, de concordar conosco, de está sempre presente em nossas vidas, principalmente nos momentos em que mais precisamos.
No entanto, esse parece ser o lado mais individual da amizade, ou melhor dizendo, o lado mais doce dela, pois, nesta perspectiva só vemos o nosso interesse, e a nossa conveniência, sendo sempre o que nós projetamos, o que nós queremos do outro.
Mas, e  se eu disser que a amizade é amar o outro pelas conveniências dele, amar ou outro por ele mesmo, ou seja, porque ele precisa de mim, porque eu quero fazer ele feliz.
Não entendeu a explicação? Eu também não entendia, ou melhor, ouvia mas não sentia...até ser pai!

No dia que minha filha nasceu eu entendi que há amor por conveniência do outro, e não só a minha conveniência, a minha necessidade.
O filho é a prova mais real do amor sem interesse, coisa que meus pais já falavam há anos, mas que não era absorvido, e absolvido por meu coração e por minha consciência.
Assim, voltando ao que disse a flor mais bela de Assis, amar o teu irmão com o amor de pai nos permite compreender suas fraquezas e necessidades, ou se quiser melhorar isso, vamos as palavras de Jesus, “Ama a Deus com todas as suas forças, com todo a sua inteligência, com toda a sua alma, e ao teu irmão como amas a si mesmo.” Se puderes trocas o nome irmão pelo nome de amigo compreenderas que amizade é algo divino e pessoal.
A amizade é perceber no outro o amor que Deus tem por ele.

É também familiarizar-se com o outro, ou seja, não é apenas juntar-se, mas permanecer com o outro e fazer dele sua família.
Quando casamos, percebemos que essas palavras são verdadeiras, pois, pela providencia nos encontramos,  pela graça de Deus nos casamos, mas é pelo amor que nos mantemos juntos, e tornamos o nosso companheiro família, amiga, amigo.
Minha esposa me fez perceber a amizade verdadeira quando de suas renuncias, das suas esperas, da sua paciência, da sua humildade...semelhante aos meus pais  e irmãos  de sangue, e só assim nos tornamos família, só assim nos convertemos em amigos.

Para quem consegue  se motivar a ter centenas, milhares, até milhões de amigos, muitos até nessas redes sociais, lhes digo que isso é uma graça, mas compreendo que a amizade precisa de tempo, é muito frágil, delicada, necessitando de empenho para ser construída, e como construir tantas amizades ao mesmo tempo...?
Perceba nas coisas de Deus a orientação para amizade, elas  são simples, e duradouras, nos lembram  que tudo precisa de um tempo para ser digerido e vivido.

Só se ama a Deus amando ao próximo, tendo amizades por conveniencias do outro, e aqui queria lembrar dos meus amigos que se tornaram irmãos  na caminhada da vida, principalmente a um casal que me adotou no coração e na alma, me fazendo compreender que a amizade é uma marca indelével,  que também nos identifica e nos faz assemelhar.